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Namoro e Coronavirus ? – Como Namoroar nesse Caos


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Como namorar em meio ao Coronavírus?

namoro e coronavirus

Procurar o amor em tempos de coronavírus é ficar presa em uma série interminável de paradoxos desconcertantes em relação à pandemia

 
Namoro e Coronavirus ? Noite de quinta-feira, e o restaurante Modern, no Midtown de  Manhattan, está lotado. Uma jovem vai ao encontro dos amigos, mas pausa: “Ainda estamos cumprimentando com beijo na bochecha?”, pergunta (a resposta parece ser um hesitante ‘sim’).
Um cara de terno cinza saca um frasco de álcool gel. “Você pode vender isso por 100 dólares na Amazon”, alguém ao lado brinca. O cara de terno cinza ri e se afasta, apertando seu frasco próximo ao peito. Um antisséptico para mãos não supervisionado se encontra sobre uma mesa, ao lado de um capuccino, observado de modo cobiçoso por todos que passam. Alguém tosse. Todo mundo se encolhe.
Enquanto isso, meu date está atrasado. Mexo na minha bolsa para encontrar as coisas que trouxe para ele: uma máscara, enfiada entre minhas chaves, carteira, celular, protetor labial e álcool gel. Ele viaja muito a trabalho, e achei que seria um presente divertido. Mas talvez não seja. Ou talvez seja reflexo de minha própria ansiedade. Este é apenas nosso segundo encontro, e, sim, ele viaja muito. Espere um pouco: devo me preocupar?

De uma balada no downtown de Manhattan, uma amiga me manda uma mensagem: “Não vou deixar o corona me impedir de viver minha vida!!!”. Em seus Stories do Instagram, ela posta uma foto mostrando dela e mais duas meninas dançando em uma boate enquanto esfregam as mãos com álcool gel.
Já no uptown, um colega foi a um jantar na Park Avenue, onde foi recebido por um grande frasco de álcool gel sobre o balcão da portaria. A pessoa que entrou no prédio logo antes dele deu uma boa borrifada e esfregou as mãos, então meu colega decide fazer o mesmo. Ao entrarem no elevador, percebem que estão indo ao mesmo jantar. Um diz ao outro: “Então acho que é seguro apertarmos as mãos” (no jantar,

as pessoas se cumprimentavam batendo os cotovelos ou dando beijos no ar a um metro de distância).
Assim é nossa vida agora. Pessoas em quarentena em navios de cruzeiro. Cidades inteiras na Itália disseram aos residentes que não podem sair de casa. A contagem do número de mortes continua a crescer, e teme-se que não haverá kits de teste suficientes para identificar quem pode estar infectado. O mercado de ações está despencando. E todos começaram a questionar o próprio ato de sair para um namoro ou encontro com amigos.
Começaram a falar sobre a volta do combo Netflix e relax, achando que é seguro ficar em casa com alguém com quem já namora há algum tempo. Um cancelamento de última hora para um jantar ou peça de teatro porque alguém não está se sentindo bem não é mais visto com desconfiança. Há até mesmo tentativas hesitantes de se fazer piadas a respeito.
Recentemente perguntei a Jon Neidich, chefe-executivo do grupo Golden Age Hospitality (o grupo por trás dos populares bares Ray’s e Acme) como ele achava que o novo coronavírus pode afetar a cena social de Nova York. Sua resposta: “Incentivamos que todos se beijem para todos nós ficarmos infectados e acabar de uma vez com a história”.

Mas o negócio é sério. Mesmo o Tinder, app de namoro que prospera usando o conceito de encontro casual, está pedindo cautela. Em 2 de março, o Tinder enviou a seus usuários americanos uma mensagem, usando um alegre fundo de tela ombré rosa e branco,
arrematado com o característico logo em chamas. “O Tinder é um ótimo lugar para conhecer pessoas novas”, dizia a mensagem. “Apesar de desejarmos que você continue se divertindo, se proteger do coronavírus é mais importante”.
Em seguida, compartilhava as seguintes dicas: “Lave as mãos com frequência”, “tenha sempre álcool gel com você”, “evite tocar o rosto” e “mantenha distância social em reuniões públicas”.

Procurar o amor em tempos de coronavírus é ficar presa em uma série interminável de paradoxos desconcertantes em relação à pandemia. Devemos evitar o toque humano, mas para um relacionamento ir para frente ele é necessário.
Devemos manter conversas iniciais leves e descontraídas, mas, sejamos honestos, as coisas não estão leves e descontraídas (mensagens de texto que enviei recentemente:

“A OMS está dizendo que a taxa de mortalidade é 3,4%, mas é mais alta entre idosos… Então, leu algum livro bom recentemente?”). Devemos ter cautela em relação a lugares lotados, a contato próximo, mas bares, boates e espaços de contato próximo
são onde você conhece outras pessoas.
Lindsey Metselaar, apresentadora do popular podcast de namoro para millenials We Met at Acme postou uma pesquisa em seus
Stories do Instagram sobre isso. “Você vai sair menos (para boates/bares) nas próximas semanas devido ao corona?”. Os resultados: 35% disse sim, 65% disse não.
“Ninguém quer ficar sozinho, isolado e com medo”, diz Metselaar. “As pessoas pensam: ‘Preciso conhecer a pessoa com quem quero ficar. Não vou fazer isso de dentro da minha casa, me preocupando sobre o coronavírus’”. Ela suspira: “Bem, é um ótimo assunto para quebrar o gelo”.

Meu date acabou de chegar e não, ele não achou a máscara medonha. Dividimos um prato de massa, tomando cuidado para cada um usar seu próprio talher. Em seguida vamos a um show com drinks no Carnegie Hall, onde uma garrafa tamanho família de – sim –
álcool gel se encontra ao lado de um prato com biscoitos de cortesia. Sou apresentada a alguém, e quando vou apertar sua mão, a pessoa hesita:
“Que tal uma batidinha de cotovelo?”
Eles que sugeriram um último drinque, ou fui eu? Não me lembro, mas estamos em um táxi em direção ao SoHo, e chegamos a um bar já vazio meia hora antes do horário de fechamento. “Minha empresa está fazendo testes de trabalho remoto caso tenhamos de ficar em quarentena”, conto a ele.
“Mas acho que se acontecer, são apenas duas semanas, então não é tão ruim”. Penso em minha amiga na China, que está em sua quinta semana seguida fora do escritório. Ela sabe que a taxa de mortalidade é baixa para pessoas de nossa idade, então não está preocupada. Mas a atmosfera cheia de ansiedade e angústia, ela conta, é exaustiva. Decido não tocar no assunto – leve e descontraída!
Ele acena. “Que época estranha”, ele diz. “É, eu… eu não sei”.

Ficamos sentados em silêncio por alguns segundos, mexendo nossas bebidas, incertos do que acontecerá a seguir.
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